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Sexta-feira, Agosto 08, 2003
"Abranda, coração! Abranda!", pedia eu, mas ele não abrandava. Lá vinha ela outra vez com o seu ar inocente. Sorriu. Lindo sorriso. E o meu coração que teima em acelerar. "Calma!Calma!", peço suplicante, mas cada vez os seus batimentos são mais fortes. Ela olha para mim. O meu coração acelera ainda mais e e começo a sentir o meu rosto a aquecer. Ela vira de novo a cara. Imagino-me a abraça-la e a dizer-lhe que a amo.
Mas a minha timidez... sempre a minha timidez,teima em não me largar. Como pedir em namoro uma rapariga quando algo mais forte nos impede? A timidez é mais forte que nós, mas será mis forte que o meu amor por ela? Foi a pensar nisso que entro na sala de aula. Não consigo prestar atenção ao que o professor diz. Só me vem à cabeça a minha amada. "Não aguento mais, tenho de pedir-lhe em namoro". E é com esta decisão que acaba aquela longa aula. Procuro-a, mas não há meio de encontrá-la. Começo a perder as forças, o brilho desaparece do meu olhar... acabo de descobrir que ele já se foi embora. Ai coração destroçado... Como pode haver assim um sentimento tão bom e ao mesmo tempo tão cruel. Recordo a sua doce face, o seu olhar a sua expressão quando sorri. O meu coração volta a bater, recupero o brilho do meu olhar, as forças regressam, e imagino como irá estar ela no dia que ainda não chegou. Este foi o texto com que ganhei pela primeira vez o concurso Uma aventura... literária, em 1997, 3º Ciclo e Secundário, modalidade texto. Etiquetas: linhas |