linhas soltas...: Porquê?
Sexta-feira, Agosto 08, 2003
Porquê?
Estou junto ao mar. O sol está a pôr-se. Oiço as ondas a baterem lentamente, num vai e vem constante. Tudo à minha volta está tingido de vermelho. No meu pensamento estás tu. Linda, como sempre. O teu rosto, os teus olhos, que tanto eu gostava de ver fitar os meus, sem cessar. E os teus lábios... o jeito como os moves.

Levanto-me e aproximo-me mais do mar. Em volta, o vermelho dos últimos raios de sol começam a ser substituídos pelo escuro da noite. Escurece. A saudade aumenta. Começam a ser visíveis algumas estrelas. Observo-as, uma vez mais, talvez procurando alguma que brilhe tanto nos meus olhos como tu. Não. Continuo a não encontrar nenhuma que te iguale. E jamais encontrarei.

Cada vez que penso em ti, o meu coração dispara, sinto uma tranquilidade estranha, um remoinho no peito. E tu estás sempre no meu pensamento. Quando estou próximo de ti, este sintoma repete-se.

Conquistaste-me com a tua simpatia, com a tua maneira de ser. Amo-te! Que mais dizer?... Qualquer gesto teu tem grande significado para mim, mesmo os mais simples. Isto só pode ser amor. É demasiado forte. Demasiado sentido. Que mais nos pode fazer sentir felizes num momento, para logo após nos fazer sentir uma dor profunda. Uma dor cá dentro...

Porque hei-de sentir receio em declarar-me? No momento chego a duvidar dos meus sentimentos, mesmo sendo eles tão óbvios. Mas porquê? Porque ei de ter este receio? Porquê...?

Talvez por ser tímido. Talvez por te amar.

E o segundo texto com que ganhei, pelo segundo ano consecutivo, o concurso Uma aventura... literária, em 1998, 3º Ciclo e Secundário, modalidade texto.

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enviado por Hugo, às GMT | comentários: 0


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