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Domingo, Setembro 28, 2003
![]() Foi esta noite. Para estarem a par do que se está a passar, podem dar um salto até http://www.arianespace.com. Como sempre, os meios de comunicação social portugueses praticamente ignoraram este lançamento. Etiquetas: links Sábado, Setembro 27, 2003
Nestas últimas duas semanas, parece que tudo me corre bem. É incrível. Estou a passar por momentos magníficos. Depois de tudo o que se passou durante tantos meses, de toda a dor que tive, parece que estou finalmente a recuperar a alegria.
Acho que este novo recomeçar está a começar a tornar-se cada vez mais positivo. A única coisa que desejava era de ter uns dias um pouco menos agitados, mas não me parece que os vá ter, pelo menos por mais duas semanas. Está tudo a acontecer-me. Sinto-me mais vivo. Por vezes até me assusto um pouco por me estar a acontecer tanta coisa boa. Espero que seja para continuar, embora as próximas duas semanas muito provavelmente venham a ser duras, mas espero que não me estraguem todos os momentos excelentes que tenho tido. Etiquetas: umbigo Segunda-feira, Setembro 22, 2003
![]() Quero deixar aqui o meu muito obrigado à Sra Antonieta Dias (que não conheço), que falhou ao evento e assim deixou um lugar vago que pude ocupar. Deixo aqui dois links, dos organizadores, que criaram um ambiente espectacular: http://www.sittis.com, http://www.margens.pt. Foi algo simplesmente fora de série. No Sábado só tive possibilidade de estar presente depois das 20h (só soube que havia um lugar vago ao final da tarde), mas logo aí, mal entrei no hotel, existia uma mensagem em cima da cama a pedir que se inspeccionasse o quarto, pois 'nunca se sabe o que se pode encontrar'. Seguiu-se ao jantar, junto à discoteca 'The Day After' (estive lá a semana passada, mas desta vez devido a alguns atrasos não foi possível ir). Quando entramos no recinto onde se iria realizar o jantar, estava tudo ás escuras, e só se viam os lasers. Pouco depois apareceram uns 'agentes' de negro que foram percorrendo as mesas com armas na mão, ao som da música da 'Missão Impossível', até chegarem até uma delas, pararem, abrirem a mala, tiraram de lá uma prenda e seguiram para o palco. Já no palco tiraram as roupas, começando a primeira actuação musical. Seguiu-se o jantar, intercalado com momentos musicais. O que mais me 'marcou' foi quando chegou a vez da interpretação do 'The Phantom Of The Opera' dos Nightwish. Após a parte dedicada ao humor, e de termos resolvido mais um 'enigma', tempo de regressar ao Hotel Montebelo (Viseu), para nos levantarmos cedo para tomarmos o pequeno-almoço. Seguimos depois de autocarro até ao local onde iríamos fazer as 'provas físicas'. No caminho um jipe com o número um parou à nossa frente. O autocarro parou também. Então entraram mais uns agentes de negro que percorreram o autocarro de arma em punho, distribuindo um papel, fazendo sempre sinal para que não fizéssemos barulho. Chegados ao local onde iriam ser as provas, foram-nos dadas mochilas, com material, e algumas instruções. Um misto de prova de orientação e peddy-paper, que foi muito divertido. A parte mais engraçado é termos andado a escalar por uma zona complicada para depois percebermos que estávamos a ir no sentido errado. Após tudo isto, seguiu-se o almoço, numa adega particular, e o regresso a Viseu. Ficou muito por contar, mas ficou aqui um 'cheirinho'. Etiquetas: umbigo Sexta-feira, Setembro 19, 2003
Por vezes, pegamos num qualquer objecto familiar, olhamo-lo, fazemo-lo percorrer as mão, sentimo-lo, tocamo-lo... a data altura descobrimos uma série de pequenos pormenores aos quais nunca tínhamos dado importância.
Será que podemos realmente afirmar que conhecemos realmente algo? Ou será que teremos sempre este filtro que nos mantém sempre alheios a pequenos aspectos? Passamos o tempo a ser alvo de surpresa das mais variadas coisas. Pensamos conhecer algo, mas a dado momento percebemos que afinal aquilo que damos como certo, pode esconder muitos pequenos mistérios, pormenores que ainda não fomos capazes de descobrir... ou que ignorámos por supostamente não parecerem relevantes. Até que ponto conhecemos realmente seja o que for? Etiquetas: umbigo Domingo, Setembro 14, 2003
Neste fim-de-semana fui até à cidade onde nasci. Durante uma visita a uma casa de um familiar, aconteceu algo bastante engraçado. Enquanto estavam no r/c a fazer uma reza qualquer (não acredito em nada de religião e não faço a mínima ideia que raio seria aquilo, só sei que era qualquer coisas do procedimento da igreja católica), ia eu a descer umas escadas que davam para a cave (que até eram bastante iluminadas) e recordei cenas de diversos filmes e séries, com o mesmo tipo de som de fundo. A qualquer momento esperava encontrar uma sala de tortura, ou um série de pessoas em circulo a fazerem algum sacrifício (bom... estou a exagerar um pouco). Ok, ok, isto é de doidos, mas todos temos por vezes momentos de devaneio... É caso para dizer... filmes a mais.
Etiquetas: umbigo Quarta-feira, Setembro 10, 2003
A janela é um pequeno conto, que escrevi esta madrugada, numa folha que tinha à mão, enquanto esperava pelo sono (que demorou a chegar). É baseado num sonho que tive há uns anos, mas, claro, com várias modificações. Espero que gostem.
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No quarto escuro oiço os sons da noite. Sinto-me sozinho.
Os minutos passam sem dar por isso. Estou envolvido em ideias que parecem ir pulando, quase desordenadamente, pela minha cabeça. Recordo alguns acontecimentos do dia, para logo depois vaguear por recordações mais antigas. Tão depressa recordo momentos positivos, como me surgem imagens, sons, que preferia não recordar. A noite surge como uma porta aberta para o meu passado e presente. Condeno-me por coisas que fiz, para, momentos depois, sorrir, numa recordação feliz. Por vezes acabo por ser demasiado duro comigo mesmo por coisas que já passaram, não tendo já qualquer relevância. Sentado na cama, apoiado na almofada, observo aquilo que a pouca luz vinda da janela, aquela que a cortina deixa passar. Tudo parece tão diferente quando observado com uma luz ténue. Depressa a minha mente volta a divagar, às vezes tão distante que quase perco a noção de onde estou. A noite mantém-me sozinho, parcialmente afastado do momento presente, perdido no que a memória me serve. Respiro fundo. Sinto o sono a aproximar-se. Lá fora parece que o mundo parou. Continuo a olhar para a janela tapada pelas cortinas. Começo a sentir os olhos pesados, a fecharem-se aos poucos. Sem dar por isso adormeço, num sono sem sonhos. Pouco depois, ainda estando num sono leve, oiço bater à janela. Levanto-me em sobressalto, avançando para a janela, tentando perceber quem estaria a bater, e com que intenções. A medo, afasto um pouco as cortinas e espreito. O medo inicial dissipa-se, embora o meu coração continue um pouco sobressaltado. Destranco a janela e começo a abri-la devagar, de modo a não fazer barulho. No lado de fora, na varanda, um vulto feminino apressa-se a entrar no quarto. Ia começar com perguntas, tentando perceber como é que ela havia ali chegado, e porquê, mas apressou-se a aproximar um dedo dos meus lábios, dando sinal para que me mantivesse em silêncio. O seu olhar estava diferente, sentia-a diferente, agitada, com a respiração alterada. Aproximou-se mais de mim. Nunca a havia sentido tão perto. Senti os seus braços a envolverem-me o corpo e o seu rosto a aproximar-se do meu. Dei por mim a dar os mesmos passos, começando a perder-me nos seus lábios. Sinto-lhe as mãos a percorrerem-me corpo, a minha pele a ficar eléctrica, o beijo a aquecer. Caímos na cama, as roupas voaram. Por minutos fomos um só, dois corpos húmidos, quentes, partilhando tudo, sem pensar, apenas sentindo. Tentei trocar algumas palavras, mas não me deixou, assim como se manteve também em silêncio. Estava agarrada a mim, sentia-a respirar. Comunicávamos com beijos, com o corpo, mantendo sempre a proibição de falar. Acariciava-lhe o rosto, afastando-lhe os cabelos. Num abraço adormeci, para acordar pouco depois, havendo já alguma claridade, ao senti-la levantar-se. Começou-se a vestir. Ao sentir que me mexia, voltou-se, aproximou-se de mim, beijou-me. Fez-me de novo o sinal para que não dissesse nada. Aproximou-se da janela e vi-a sair. Deixei-me estar assim, com olhar perdido, a olhar para a janela, durante algum tempo, recordando aquela noite. Sentira-me sozinho até ela ter aparecido. Agora que tinha ido embora, ainda me sentia mais só. Etiquetas: linhas
Há uns dias encontrei um weblog que tenho achado muito interessante, principalmente pela sensibilidade e por ser muito bem escrito. Por isso deixo-vos aqui um link para que possam dar uma vista de olhos. Chama-se encalhado, e pode ser lido em encalhado.blogspot.com.
Etiquetas: links Quinta-feira, Setembro 04, 2003
Ouvi qualquer coisa relacionada com a colisão de um asteróide com a Terra em 2014. Fiz uma breve pesquisa e encontrei a noticia num site brasileiro. Hoje lembrei-me disto e comecei a pensar em como seria se, imaginemos amanhã, viesse a notícia oficial que dentro de 11 anos que um asteróide iria colidir com a Terra? E que pelas suas dimensões, provocaria uma tal destruição que levaria à nossa extinção?
Surgem logo duas hipóteses: ou a população humana começar-se-ia a sentir mais próxima e unir-se-ia para que os últimos anos fossem positivos para todos, esquecendo as diferenças culturais, religiosas, etc, etc, ou, com uma visão mais negativista (mas se calhar mais credível), começaria a existir um sentimento de impunidade, já que daí a poucos anos tudo o que conhecemos deixaria de existir. Caso fosse a primeira opção a vingar, todos ficaríamos a ganhar. Mas se fosse a segunda opção, passaríamos a viver num mundo dominado pela instabilidade, onde a qualquer momento o nosso vizinho poderia tomar qualquer atitude louca e inesperada. Se olharmos para o que acontecesse sempre que há uma guerra, ou um golpe de estado, a população sai ás ruas e, num acto de irracionalidade, começam a saquear, sem respeito, sem pensarem realmente no que estão a fazer. Seria assim a reacção da maioria das pessoas? Assim surge um ponto que considero importante: será que caso se verifique que efectivamente vamos sofrer um desastre deste tipo, se deve avisar a população imediatamente? Quais seriam as consequências desse tipo de alarmismo? Será que realmente queremos saber com 11 anos de antecedência que tal desastre vai acontecer? Bem, como todos sabemos, não temos capacidade para 'controlar' as rotas de todos os objectos que se encontram à deriva pelo espaço. Se damos com estas coisas é praticamente por acaso. Podemos vir a sofrer um destes desastres daqui a minutos, ou segundos, sem qualquer tipo de aviso. Sabemos que existe o risco. Mas será que queremos efectivamente viver com uma data de morte marcada no calendário? Leiam a notícia. Vão ver que o caso não é tão assustador como parece. As hipóteses de que colida com a Terra são de 1 para 909 000. Mas é interessante pensar como seria a vida de todos nós caso surgisse um alerta destes. Etiquetas: umbigo Terça-feira, Setembro 02, 2003
Olá a todos.
Criei um novo template, com cores laranja. Já o coloquei online há uns dias, mas só hoje pude terminar alguns detalhes. Estive durante o fim-de-semana a actualizar algum hardware, mas como era com peças em segunda mão, a coisa correu mal (hardware defeituoso), o que atrazou este post, e o completar de todo o site. Mas agora já está tudo. Era para existir mais uma novidade, mas vai ter que esperar mais algum tempo. Além destas alterações, tornei a colocar online os arquivos a funcionarem (o servidor onde está agora o site alojado não permite que os nomes de ficheiros sejam muito longos). Se tiverem alguma sugestão a dar, ou se encontrarem algum erro, comentem este post. Etiquetas: umbigo |