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Sábado, Março 27, 2004
Acabei por ler o Nação Prozac mais rápido do que pensava. Tal como prometido, vou deixar aqui alguns comentários.
Fazendo uma comparação com o filme, ficou demasiado para dizer. Quem viu apenas o filme, fica apenas com uma pequeníssima ideia do que realmente aconteceu. O livro divide-se em diferentes períodos de tempo, onde vai sendo descrito o longe percurso percorrido pela Elizabeth Wurtzel, desde a infância, onde admite ter sido uma criança 'muito promissora', até ao momento em que finalmente se vê parcialmente livre da depressão (embora admita que nunca vai ficar realmente curada). Reparei em algumas situações que no filme aparecem um pouco fora do contexto (daí ter referido a minha vontade de tapar uma série de lacunas) e ainda algumas situações que não aparecem descritas, como a tentativa se suicídio em casa da psiquiatra, onde no filme aparece através da tentativa de corte dos pulsos, com a filha da doutora a ver, enquanto que no livro aparece com a ingestão de comprimidos. Esta parte até se torna compreensiva, se o sentido que quiseram dar a essa cena, fosse de demonstrar que, embora no filme Elizabeth mostrasse intenções de largar a medicação, na realidade necessitava dela para conseguir levar uma vida normal. Há mais algumas partes que notei estarem talvez um pouco exageradas, ou com uma importância demasiada, quando no livro existem outras partes que mereciam ter sido realçadas, mas claro que resumir uma obra longa como esta num filme com uma duração relativamente curta é algo complicado. Se viram o filme e querem realmente conhecer a história, leiam o livro. Para quem não viu o filme, leiam na mesma, é muito bom, o que deve ter dado para perceber pela rapidez com que o li. Etiquetas: leituras |