linhas soltas...: Junho 2007
Sábado, Junho 30, 2007
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Para os mais distraídos, está a decorrer uma petição para tentar impedir que Portugal aceite o formato Office OpenXML (OOXML) como standard (que, para quem não sabe, foi proposto pela Microsoft, mas nem sequer o MS Office 2007 suporta devidamente, para além de outros inconvenientes), e promover o Open Document Format (ODF), este sim utilizável em praticamente todas as plataformas de software. Para quem considera importante que a informação possa ser partilhada por todas as pessoas, independentemente do sistema operativo ou aplicação que seja utilizada, passem pela página da petição e assinem.

Como todos sabem, o telemóvel da Apple já foi lançado no outro lado do Atlântico. Apesar de não trazer nada de novo, fica aqui, para os curiosos, um artigo que mostra o iPhone por dentro.

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Terça-feira, Junho 26, 2007
As palavras certas...
É bom quando, num momento de desânimo, aparece alguém que conhece as nossas capacidades técnicas, alguém que muito respeitamos e que, mesmo sem ainda termos dito nada, nos diz as palavras certas. Nessa altura, o peso que carregamos desaparece e a confiança invade-nos...

Por vezes devemos encarar as situações como temporárias, como um ponto de passagem para algo melhor. E não deixar de procurar aquilo que realmente queremos.

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Segunda-feira, Junho 18, 2007
Em Busca do Carneiro Selvagem
Abanei a cabeça e acordei. Sentia o corpo entorpecido e doía-me a cabeça. Parecia que alguém me colocara dentro de um shaker com gelo e começara desalmadamente a agitar-me. Não existe nada mais desagradável do que acordar no meio do escuro. Dá a sensação de que é preciso voltar atrás e fazer tudo do princípio. Mal uma pessoa desperta, a primeira sensação que se tem é a de se estar a viver uma vida que não é a sua, mas sim a de outra pessoa. Até que essa vivência se sobreponha à minha, passa uma eternidade. É estranha, a sensação de contemplar a própria vida como se de uma vida alheia se tratasse. A própria existência acaba por se tornar, ela própria, incompreensível.
Haruki Murakami

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Sábado, Junho 09, 2007
Virar a página
Há pequenos pormenores que parecem ser eternos, mas nunca são. Aqueles momentos que pareciam tão rotineiros, e que poderiam ser revividos sempre que precisasse estão, aos poucos, a desaparecer. Chegou o momento de virar a página.

Outras vivências regressam, como que em jeito de compensação. É difícil esquecer todo um período de momentos bons e maus, de desejos, perdas e vitórias, mas o tempo não deixa de correr, por vezes demasiado depressa. Novos desafios, novas perdas e preocupações... mais incertezas.

Talvez não seja apenas o virar de uma página. Talvez seja o terminar de um livro e um início de um novo, com réstias de um já antigo (e quase esquecido) e outras deste que acabei de fechar.

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