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Domingo, Dezembro 16, 2007
Um estudo da Universidade de Wisconsin demonstrou que a evolução da nossa espécie acelerou nos últimos 10 000 anos.
A OnTrack, tal como habitualmente, colocou no site uma lista com uma breve descrição de alguns dos casos mais curiosos de perda de dados dos seus clientes, que, felizmente, tiveram um final feliz. Por exemplo, houve um cientista britânico que, farto do barulho que o disco rígido fazia, resolveu abri-lo e colocar óleo no mecanismo. A unidade deixou de fazer barulho... assim como de funcionar. Num outro caso, alguém esqueceu-se de uma memória flash USB dentro da roupa quando a colocou a lavar. Já vi isto acontecer com um colega, mas no caso dele o dispositivo continuou a trabalhar sem problemas, mas no caso descrito não tiveram a mesma sorte. Há um aspecto a lamentar neste artigo: as descrições são demasiado superficiais: gostava de saber mais pormenores de como recuperaram os dados... Para terminar, uma lista de jogos 3D para Linux, para quem tiver algum tempo livre na quadra natalícia. Para além dos referidos no artigo, vale a pena ler também os comentários, onde aparecem outras sugestões. Domingo, Novembro 11, 2007
Para quem está com problemas na utilização do Kanguru com o modem USB Huawei E220, experimentem colocar o cartão num telemóvel comum e retirar o PIN. Se mesmo assim não conseguirem ligação, iniciem o portátil sempre com o modem já ligado. Seguindo estes dois passos, parece que tudo já funciona bem (pelo menos com o kernel 2.6.20, parece que há algo que falha na detecção automática caso se ligue o modem já com o computador ligado). Sugiro, para quem quiser ajuda na configuração de forma gráfica, estas instruções. Para ligar, basta fazer click no icon do network-manager e escolher a opção de ligação por modem:
![]() No meu caso a ligação funciona tanto utilizando como número *99# como *99***1#, mas no primeiro caso parece haver a tendência para a obtenção de endereços de DNS inválidos. Etiquetas: linux, softwarelivre Sábado, Outubro 06, 2007
Há uns anos atrás, quando comecei a utilizar o GNU/Linux, havia a ideia de que quem utilizava o ambiente gráfico não era um utilizador de segunda.
Em cerca de uma década esta ideia mudou, mas a verdade é que nessa altura todos se esforçavam muito para aprender a utilizar a consola. E, sejamos sinceros, é verdadeiramente poderosa. Nos sistemas UNIX não há nada que não se possa fazer utilizando apenas o teclado. Para o crescente número de utilizadores que só descobriram as maravilhas dos sistemas UNIX numa era em que a guerra deixou de ser entre o ambiente gráfico vs consola para passar a ser mais entre qual o melhor desktop, se o KDE ou GNOME, ou entre um dos sistemas mais leves, como o XFCE, ou utilizando apenas um gestor de janelas, deixo aqui um site onde são descritos os comandos básicos da linha de comandos do GNU/Linux (neste caso utilizando a bash). Etiquetas: bits, linux, softwarelivre Quinta-feira, Agosto 16, 2007
Está a criar um projecto que tem de ser mantido em segredo? A escrever um livro e não quer que alguém o leia enquanto não está terminado? Neste artigo vou explicar como criar, em poucos passos, um disco encriptado utilizando o Ubuntu onde pode manter um backup de todos estes ficheiros importantes, com uma dose de segurança adicional. Todos estes passos foram testados utilizando uma unidade flash USB , mas, como é óbvio, não aceito qualquer responsabilidade pela eventual perda de dados que possa ocorrer a quem seguir estes passos.
Em primeiro lugar é preciso instalar o pacote cryptsetup, que está disponível nos repositórios: sudo apt-get install cryptsetup Agora é altura de inserir a unidade. Para saber o dispositivo a que ficou associado, abra um terminal e utilize o comando mount. A última linha deve corresponder ao ultimo dispositivo montado, que no meu caso foi a /dev/sdc1: /dev/sdc1 on /media/disk type vfat (rw,nosuid,nodev,shortname=mixed,uid=1000,utf8,umask=077) Para formatar a unidade e associar uma password, utiliza-se o comando luksformat, indicando qual o sistema de ficheiros que se quer (neste caso utilizar ext3) e qual a partição a utilizar. Os dispositivos de memória flash geralmente são vendidos com apenas uma partição, que neste caso será mantida. Assim, basta, num terminal, utilizar o seguinte comando: sudo luksformat -t ext3 /dev/sdc1 Aparecerá no ecrã uma mensagem semelhante a esta: WARNING! ======== This will overwrite data on /dev/sdc1 irrevocably. Are you sure? (Type uppercase yes): Responda YES (em maiúsculas, tal como é pedido). Irá perder todos os dados que estiverem guardados nesta partição. É nesta altura que é pedida a password, que servirá para desbloquear a unidade após a inserção. Terá que a confirmar duas vezes. Enter LUKS passphrase: Verify passphrase: Please enter your passphrase again to verify it Enter LUKS passphrase: Agora apenas tem que aguardar enquanto a unidade é formatada e o sistema de ficheiros criado. Depois disto, basta remover a unidade e tornar a introduzi-la. Nesta altura deverá aparecer uma janela a pedir a password, como a que mostro a seguir. ![]() Depois desta verificação, a unidade é montada e aparece no ecrã. Para quem, como neste exemplo, utilizou um sistema de ficheiros que utilizada permissões, ainda falta um passo. Mais uma vez, num terminal, execute o comando mount, para saber onde é que a unidade ficou montada. Por exemplo: /dev/mapper/luks_crypto_xxxxxxx-xxxx-xxxx-xxxx-xxxxxxxxxx on /media/disk type ext3 (rw,noexec,nosuid,nodev) Neste caso o disco foi montado em /media/disk, portanto, vamos criar um directório neste ponto e dar-lhe permissões para que qualquer utilizador (depois da unidade ter sido montada utilizando a password), possa criar e aceder aos ficheiros. cd /media/disk sudo mkdir osmeusficheiros sudo chmod 777 osmeusficheiros/ E pronto, a partir de agora tem uma unidade encriptada para manter os seus backups longe de olhares indiscretos. Quero apenas lembrar que todo e qualquer suporte de armazenamento pode sofrer algum tipo de falha. Por isso nunca confie cegamente em apenas um único backup dos seus dados importantes. Para mais informações, leiam a página do LUKS. Etiquetas: linux, softwarelivre Domingo, Julho 29, 2007
Lembra-se do Worms? Para todos aqueles que passaram horas a jogá-lo, fiquem a saber que existe uma alternativa livre, chamada Wormux, que corre em praticamente todos os sistemas operativos e, se preferirem, está também disponível um liveCD. Uma forma divertida para quem quiser perder uns minutos nestas férias.
Em alternativa podem passar algum tempo a tentar fazer algo de útil neste simulador do ENIAC... e ver como em pouco mais de meio século houve uma evolução brutal na forma como interagimos com os computadores. Etiquetas: bits, links, linux, softwarelivre Terça-feira, Maio 15, 2007
A forma normal de instalar aplicações no Slackware, é fazer o download do código fonte e compilar. Para facilitar futuras instalações (especialmente porque compilar algumas aplicações demora bastante tempo), normalmente criava um pacote binário. Agora até existe um site com SlackBuilds prontos a usar. Estes pacotes eram depois copiados para um CD ou memória flash.
Agora ando pelos lados dos sistemas Debian, onde geralmente são utilizados pacotes binários. Estes instalam-se de forma mais rápida, mas o download, mesmo assim, demora o seu tempo. Para tornar a recuperação ou instalação numa nova máquina mais rápida, está nos repositórios do Ubuntu (e julgo que também nos do Debian Unstable), uma pequena aplicação, o APTonCD, que permite criar um CD ou DVD com todos os pacotes .deb instalados e que não pertencem à instalação base. Assim, se houver a necessidade reinstalar o sistema, para voltar a ter todas as aplicações instaladas, basta colocar o disco no leitor, executar a aplicação e escolher a opção "Restaurar APTonCD". Etiquetas: bits, linux, softwarelivre Quarta-feira, Maio 09, 2007
O Mozilla Firefox permite a instalação de add-ons, dos quais vou destacar alguns.
Quem utiliza vários computadores, de certeza que já precisou de consultar os bookmarks em busca de um determinado site para dar conta que, afinal, não o tem guardado naquele computador em particular. Qual a solução? Mantê-los sincronizados entre todos os computadores, utilizando o Foxmarks. Esta extensão tem a particularidade de permitir ao utilizador escolher se deseja mantê-los guardados num servidor pessoal, ou então nos servidores do Foxmarks. O Google também tem uma extensão semelhante e que permite manter outros dados, como cookies, histórico de navegação, entre outros, para quem não tiver problemas com a privacidade. Cada vez mais aparecem sites que usam vídeos flash para exibir publicidade, o que é particularmente incómodo para quem está apertado com os consumos de largura de banda. Para evitar esta situação, podem instalar o Adblock Plus. Convém é não esquecer que sem as receitas da publicidade, poucos sites têm capacidade para sobreviver. Há muitos sites que exigem um registo para que se possa ter acesso a todo o conteúdo. Até aqui tudo bem, mas alguns deles utilizam ou vendem os emails recolhidos a spammers. Para evitarem estas situações, podem usar esta extensão. Sempre que tiverem que introduzir um endereço de email, basta utilizar o botão direito do rato e escolher a opção "Show Spamavert address". Este vai criar um endereço temporário, onde podem receber a mensagem para confirmação do registo, sem preocupações sobre futuras mensagens de publicidade. Etiquetas: bits, links, linux, softwarelivre Domingo, Março 04, 2007
Para quem tem tido problemas com o gaim 2.0beta3.1 que vem por defeito com o Ubuntu (como, por exemplo, este estar sempre a bloquear, especialmente quando estão a trocar mensagens com alguém que tem uma determinada versão de um outro cliente) e querem instalar a última versão sem inviabilizar a actualização para a próxima versão da distribuição ao instalarem um pacote de terceiros (do qual se desconhece a qualidade), têm a alternativa de o instalarem na vossa directoria home. Vou aqui indicar, de forma breve, os passos a tomar.
Em primeiro lugar, é preciso ir buscar as sources à página do gaim e instalar os pacotes básicos para a compilação de software, para o qual julgo só ser necessário instalar o build-essential (podem ser necessários mais pacotes): sudo apt-get install build-essential O passo seguinte é instalar as sources da biblioteca GNU TLS. Em poucas palavras, esta fornece uma camada de encriptação, necessária para a comunicação segura com o servidor de mensagens instantâneas (para quem quer uma descrição mais completa, pode visitar a página oficial): sudo apt-get install libgnutls-dev Agora que já temos todos os componentes, basta descompactar o ficheiro que retirámos do site do gaim, compilá-lo utilizando as opções referidas a seguir e fazer a instalação: tar xvfz gaim-2.0.0beta6.tar.gz cd gaim-2.0.0beta6 ./configure --prefix=$HOME --enable-gnutls=yes make make install O último comando vai criar duas directorias na nossa home: bin e lib. Para executar o gaim, faz-se: /home/oseulogin/bin/gaim E já está! Um plugin muito útil é o guifications, que faz aparecer no canto do ecrã uma mensagem de aviso cada vez que alguém, por exemplo, se liga ou desliga. Pode-se fazer o download das sources aqui. Agora resta descomprimir o pacote e compilar, há semelhança do que já se fez acima: tar xvfz gaim-guifications-2.13beta6.tar.gz export PKG_CONFIG_PATH=$HOME/lib/pkgconfig ./configure --prefix=$HOME make make install E pronto! Já temos o gaim e o guifications instalado. Etiquetas: bits, linux, softwarelivre, tutoriais Domingo, Janeiro 14, 2007
Julgo que não é só a mim que me acontece frequentemente, enquanto escrevo num processador de texto, sem querer dar um ligeiro toque no touchpad... conclusão: o cursor muda de sítio e começo a escrever algures noutro ponto do documento.
Felizmente existe um pequeno aplicativo que se pode utilizar no GNU/Linux, que se chama syndaemon. Este permite definir um intervalo de tempo desde o momento em que se premiu a última tecla, até ser permitido um click utilizando o touchpad. Para o utilizar, basta acrescentar uma linha no ficheiro de configuração do X.Org, e executar o syndaemon com determinados parâmetros. Vou então começar pelo /etc/X11/xorg.conf, onde é preciso encontrar a secção Input Device, e acrescentar a opção SHMConfig com o valor on, como exemplifico a seguir: Section "InputDevice" Identifier "Synaptics" Driver "synaptics" Option "Device" "/dev/input/mice" Option "Protocol" "auto-dev" Option "Emulate3Buttons" "yes" Option "SHMConfig" "on" EndSection Agora é necessário reiniciar o X.Org. A forma mais rápida de o fazer, é premindo ctrl+alt+backspace (antes de executar esta combinação de teclas, é importante não esquecer guardar todos os documentos que estejam abertos). Após entrar novamente no X, abre-se um terminar e executa-se o seguinte comando: syndaemon -i 1 -t -d O parâmetro -i 1 especifica que o sistema deve esperar um segundo desde o momento em que é premida a última tecla, até permitir um click no touchpad (se não indicar nada, o programa irá assumir dois segundos). O parâmetro -t indica que apenas deve desabilitar a possibilidade de fazer click e scrolling, isto é, vai permitir apenas que o cursor se mova, sem realizar qualquer outra operação. Por fim, parâmetro -d indica que o programa deve ser executado como daemon (isto é, vai correr em background). Há mais opções que podem ser lidas utilizando o comando man syndaemon. Se quiserem que esta aplicação corra cada vez que entram no gnome, têm que acrescentar o comando indicado à lista de aplicações iniciadas no arranque, ao qual se pode aceder, geralmente, através do menu System -> Preferences -> Sessions. Etiquetas: bits, linux, softwarelivre, tutoriais Quarta-feira, Junho 14, 2006
Nestes dias deparei-me com um site bastante interessante para quem quer dar uma vista de olhos numa determinada distribuição do GNU/Linux (e não só) antes de avançar com a instalação. Chama-se OSVids, e vale a pena dar uma vista de olhos.
Este artigo faz uma comparação entre o futuro Windows Vista e o MacOS X. Um pouco do tipo... descubra as diferenças. Para terminar... um dispositivo capaz de simular o tacto. Etiquetas: bits, links, linux, softwarelivre Quinta-feira, Agosto 25, 2005
No seguimento do artigo anterior, porque não correr o Sistema Operativo directamente do seu dispositivo de memória USB? Neste artigo no NewsForge, são dadas algumas dicas para poder instalar uma das distribuições do GNU/Linux, o Slax, baseado no Slackware, num destes dispositivos.
E, para quem precisa de DVDs de maior capacidade, a Hitachi acaba de lançar um novo gravador que permite gravar até um terabyte. Etiquetas: bits, links, linux, softwarelivre Quarta-feira, Junho 22, 2005
Há alguns dias um colega meu perdeu os dados que tinha na memória flash USB. Felizmente encontrou um programa que lhe permitiu recuperar todos os dados, mas nem sempre se tem essa sorte. Este artigo dá algumas indicações de como se podem recuperar os dados perdidos usando o Linux.
Espero que possa ser útil a alguém! Etiquetas: bits, links, linux, softwarelivre Quinta-feira, Maio 26, 2005
Segundo este artigo no Slashdot, o responsável da Microsoft na Ucrânia, teve que recorrer ao OpenOffice.org, a correr em Linux para prosseguir com uma apresentação, após o computador com Windows ter falhado.
Aqui fica um link para uma foto. Para quem ainda não conhece o OpenOffice.org, aconselho uma visita ao site do projecto. Podem também dar um salto até ao projecto português. Experimentem, é realmente uma excelente ferramenta para processamento de texto, folha de cálculo, apresentações, entre outras. Etiquetas: bits, links, linux, softwarelivre Sexta-feira, Setembro 17, 2004
Este artigo, referido no slashdot, fala sobre mais uma tentativa por parte da Microsoft para alterar um standard.
Neste caso, a empresa pretende colocar uma série de extensões, que diz serem para aumentar a segurança na utilização de dispositivos USB, de modo a evitar a cópia de material em computadores com conteúdo sensível. Sempre que são tomadas decisões deste tipo, acabam sempre por surgir problemas por parte dos utilizadores de outros sistemas operativos. Um dos casos, que já à vários anos é bem sentido por parte de todos os que utilizam sistemas alternativos, é o acesso a determinados sites que simplesmente não funcionam em mais nada que não seja o MS Internet Explorer. Uma das ideias que sempre esteve presente durante a criação daquela que viria a ser a internet, foi criar uma série de mecanismos para que diferentes máquinas fossem capazes de comunicar entre si. Esta atitude por parte da Microsoft acabou por destruir essa ideia, e sendo neste momento a empresa que domina o mercado dos browsers, é complicado ver o fim desta situação, já que o utilizador vulgar de computadores não tem noção de que estas coisas se passam, e mesmo que saiba, não dá a importância devida. Com esta nova ideia de alterar os standards ligados ao hardware (e até já nem é a primeira, basta ver algumas das ideias já implementadas na Xbox), não tarda nada o consumidor desconhecedor deste tipo de práticas, ou que simplesmente não quer saber, vai começar a adquirir uma série de hardware USB (ou qualquer outro, se outras das ideias seja implementada), e aos poucos os fabricantes acabam por deixar, simplesmente, de produzir os componentes 'normais'. Claro que nessa altura, quando alguém, como eu, que usa um sistema alternativo, mais cedo ou mais tarde vai ser obrigado a consumir este tipo de produtos, que podem não ser completamente suportados pelo sistema que utilize. Com muita sinceridade, estava bastante contente porque estamos num momento em que é difícil comprar um dispositivo USB que não funcione em GNU/Linux, e é com pena que vejo esta situação poder vir a alterar-se em pouco tempo. Mas continuo a acreditar que muito rapidamente, como é costume, a comunidade de utilizador de Software Livre e Open Source, vai dar a volta por cima destas protecções, mas é chato que uma empresa tenha este tipo de decisões abusando claramente da posição que tem no mercado. Resta esperar que as empresas que produzem o hardware estejam atentas ao crescente número de utilizadores de outros sistemas operativos, os quais também são consumidores de hardware. Etiquetas: bits, linux, softwarelivre Sábado, Novembro 15, 2003
Mais uma dica Linux (bem, este é mais um apontamento para o caso de me voltar a esquecer).
Se não querer ter a coluna interna a emitir um bip cada vez que usam o tab para autocompletar um comando, façam o seguinte: Etiquetas: bits, linux, softwarelivre Sábado, Outubro 25, 2003
Emprestaram-me um velho portátil que estava para um canto. Assim já posso ir fazendo uma série de trabalhos, agora que passo a maior parte do tempo longe de casa.
Como tal passei um final de tarde de sexta bastante interessante: a instalar um GNU/Linux por disquete (a unidade de cdrom está avariada). Qual não foi a minha surpresa quando comecei a experimentar o hardware... e tudo funciona. A minha consideração pela HP saiu reforçada. A única coisa que ainda não experimentei foi a bateria, que por acaso é de Lítio, mas duvido que ainda consiga trabalhar durante muito tempo, mas vou experimentar. Por agora é tudo. Assim que puder volto a fazer um post, mas isto está complicado... Etiquetas: linux, softwarelivre, umbigo Sábado, Outubro 11, 2003
Não tenho andado com muito tempo para escrever, por isso deixo aqui uma brincadeira para quem usa Linux...
Como sabem, nos sistemas UNIX tudo são ficheiros... como tal, é possível fazerem-se umas coisas engraçadas... tipo... 'ouvir' o kernel. Bom... não é bem ouvir o source code, mas sim o binário obtido após a compilação. Primeiro é preciso saber onde está o kernel, por exemplo, /boot/bzimage. Depois disto, basta o executar o seguinte comando (como root): Não é propriamente nada de muito útil... mas acaba por ser engraçado. Etiquetas: bits, linux, softwarelivre Sexta-feira, Agosto 08, 2003
Coloquei o meu scanner a funcionar no Linux. Ainda mantinha um 486 com o windows95 para o poder utilizar... mas enquanto andava a ver uma outra página, onde aparecem já as gsmart mini 2 e 3 suportadas como webcam, http:// spca50x.sourceforge.net, resolvi ir à página do SANE, para ver se haviam novidades em relação ao meu scanner... e existiam.
Se possui um destes scanners, leia o resto do artigo, onde explico muito resumidamente os passos necessários para que também possa utilizar o seu HP ScanJet 3400C no Linux. O primeiro passa é dirigir-se a http://home.kabelfoon.nl/~bertrik/hp3300c/ hp3300c.html e fazer o download do programa de testes. Se é novato, aqui vão os passos: mkdir testtool (assim fica com os ficheiros separados dos restantes, já que o tar.gz n vem com um directorio definido) cd testtool tar xvfz nomeficheiro.tar.gz ./configure make Neste momento, se não surgiu algum erro pelo meio, deve existir um ficheiro, com o nome 'testtool'. Vamos correr este comando com o parâmetro '-h' ./testtool -h Esperimente alguns dos comandos, para ter a certeza que realmente funciona. Se não conseguir fazer o scan, n há problema. A mim não funcionou, mas depois da instalação 'real', tudo funcionou. Vá então a http://www.mostang.com/sane e faça o download da ultima versão, tanto do backend, como do frontend. Faça o normal tar xvfz nomeficheiro.tar.gz a ambos. Agora chegou o passo realmente importante: o patch do sane, para que suporte o scanner. Se reparar, no directório do testtool, existe um script chamado 'patch- sane.sh', e bastará correr este script, apontando para o directório onde estão as sources do sane-backend, da seguinte forma: ./patch-sane.sh /directorio/onde/esta/sane-backend/ Vai ver aparecerem algumas linhas no ecrã. Agora só tem que ir até ao directório do sane-backend e correr os comandos normais... ./configure make (e como root) make install Próximo passo: compilar os sane-backends... com os mesmo comandos. Aqui chega o momento de experimentar. O 'xscanimage' é bastante simples de usar. Experimente fazer um preview... e pronto... já está. Não referi que tem que estar instalado a 'usb-lib', mas se tem usb instalado no sistema, esta já deve estar disponível. E assim me livrei de vez de tudo o que é Microsoft e Windows, finalmente. Peço desculpa por erros, ou por ter dado os passos um pouco por alto... mas está tudo nos documentos que acompanham os programas. Como escrevi isto à pressa, podem existir erros ortográficos, sintáticos, ou mesmo técnicos. Pelo facto as minhas desculpas. Como ultima nota, uso o Linux 2.2.25. NÃO SOU RESPONSÁVEL POR POSSÍVEIS PROBLEMAS QUE POSSAM SER CAUSADOS PELA UTILIZAÇÃO DESDE DOCUMENTO. USE ESTE DOCUMENTO SOB SUA RESPONSABILIDADE. Etiquetas: bits, linux, softwarelivre, tutoriais
Wine-pt-HOWTO
Hugo Pereira, hugocunhapereira@teleweb.pt v 0.01, 25 de Junho de 2000 1 - Experiência pessoal 1.1 - O que é o wine? O Wine é um programa que permite correr software para windows no Linux 1.2 - Como comecei a usá-lo. Comecei a utilizar o Wine pois existia um programa que adorava, mas não existia versão para Linux. Esse programa é o Free Agent, um cliente de nntp. Actualmente no meu sistema tenho leafnode que alimenta localmente o sistema com newsgroups, e como cliente o Free Agent. 2 - Como obter o Wine? Pode obter o Wine apartir de http://www.winehq.com. Aconselho o descarregamento do código fonte, pois os binários são um pouco lentos. Tal também é válido se a sua distribuição possuir o Wine pré-compilado: essa versão provavelmente já é antiga e lenta, logo deve descarregar a última versão e compilá-la no seu computador. 3 - Como compilar e instalar o Wine? Após ter descarregado o ficheiro wine-????????.tar.gz, descompacte esse ficheiro: # tar xvfz wine-????????.tar.gz (substitua wine-????????.tar.gz pelo nome do ficheiro que descarregou) Entre na directoria que foi criada. Aí dever dar os seguintes comandos: # ./configure # make depend && make # make install Em principio não surgirá nenhum erro. O mais comum é não ter a biblioteca xpm instalada. Procure-a no cd da sua distribuição. 4 - Configurar o Wine O meu objectivo era configurar o wine de modo a correr apartir do meu directório fonte. Para tal criei os seguintes directórios: /home/---/win /home/---/win/windows /home/---/win/windows/system /home/---/win/windows/temp Não possuo o windows instalado no meu sistema. Se o tem numa partição, pode montá-la e correr os programas directamente a partir dessa partição. Aqui está o meu ficheiro .winerc: ----------------- .winerc -------------------- ;; ;; MS-DOS drives configuration ;; ;; Each section has the following format: ;; [Drive X] ;; Path=xxx (Unix path for drive root) ;; Type=xxx (supported types are 'floppy', 'hd', 'cdrom' and 'network') ;; Label=xxx (drive label, at most 11 characters) ;; Serial=xxx (serial number, 8 characters hexadecimal number) ;; Filesystem=xxx (supported types are 'msdos'/'dos'/'fat', 'win95'/'vfat', 'un$;; This is the FS Wine is supposed to emulate on a certain ;; directory structure. ;; Recommended: ;; - "win95" for ext2fs, VFAT and FAT32 ;; - "msdos" for FAT16 (ugly, upgrading to VFAT driver strongly recommended) ;; DON'T use "unix" unless you intend to port programs using Winelib ! ;; Device=/dev/xx (only if you want to allow raw device access) ;; [Drive A] Path=/mnt/fd0 Type=floppy Label=Floppy Serial=87654321 Device=/dev/fd0 [Drive C] Path=/home/hugo/win Type=hd Label=MS-DOS Filesystem=win95 [Drive D] Path=/mnt/cdrom Type=cdrom Label=CD-Rom Filesystem=win95 [Drive E] Path=/home/hugo/win/windows/temp Type=hd Label=Tmp Drive Filesystem=win95 [Drive F] Path=${HOME} Type=network Label=Home Filesystem=win95 [wine] Windows=/home/hugo/win/windows System=/home/hugo/win/windows/system Temp=/home/hugo/win/windows/temp Path=/home/hugo/win/windows;/home/hugo/win/windows/system; /home/hugo/win/window$SymbolTableFile=./wine.sym # [DllDefaults] EXTRA_LD_LIBRARY_PATH=${HOME}/wine/cvs/lib DefaultLoadOrder = native, elfdll, so, builtin [DllPairs] kernel = kernel32 gdi = gdi32 user = user32 commdlg = comdlg32 commctrl= comctl32 ver = version shell = shell32 lzexpand= lz32 mmsystem= winmm msvideo = msvfw32 winsock = wsock32 [DllOverrides] kernel32, gdi32, user32 = builtin kernel, gdi, user = builtin toolhelp = builtin comdlg32, commdlg = elfdll, builtin, native version, ver = elfdll, builtin, native shell32, shell = builtin, native lz32, lzexpand = builtin, native commctrl, comctl32 = builtin, native wsock32, winsock = builtin advapi32, crtdll, ntdll = builtin, native mpr, winspool = builtin, native ddraw, dinput, dsound = builtin, native winmm, mmsystem = builtin msvideo, msvfw32 = builtin, native mcicda.drv, mciseq.drv = builtin, native mciwave.drv = builtin, native mciavi.drv, mcianim.drv = native, builtin w32skrnl = builtin wnaspi32, wow32 = builtin system, display, wprocs = builtin wineps = builtin [options] AllocSystemColors=100 [fonts] ;Read documentation/fonts before adding aliases Resolution = 96 Default = -adobe-times- [serialports] Com1=/dev/ttyS0 Com2=/dev/ttyS1 Com3=/dev/modem,38400 Com4=/dev/modem [parallelports] Lpt1=/dev/lp0 [spooler] LPT1:=|lpr LPT2:=|gs -sDEVICE=bj200 -sOutputFile=/tmp/fred -q - LPT3:=/dev/lp3 [ports] ;read=0x779,0x379,0x280-0x2a0 ;write=0x779,0x379,0x280-0x2a0 [spy] Exclude=WM_SIZE;WM_TIMER; [Registry] ; Paths must be given in /dir/dir/file.reg format. ; Wine will not understand dos file names here... ;UserFileName=xxx ; alternate registry file name (user.reg) ;LocalMachineFileName=xxx ; (system.reg) [Tweak.Layout] ;; WineLook=xxx (supported styles are 'Win31'(default), 'Win95', 'Win98') WineLook=Win95 [programs] Default= Startup= [Console] ;XtermProg=nxterm ;InitialRows=25 ;InitialColumns=80 ;TerminalType=nxterm # ----------------- .winerc -------------------- 5 - Que programas correm no Wine? Já corri no Wine o Free Agent, o Agent, o mIRC, o winamp, o freecell, a diciopédia entre outros. Acho que o Free Agent e a Diciopédia são dois dos programas que melhor correr no Wine. O Wine ainda está numa fase muito inicial de desenvolvimento, mas já é capaz de correr um grande número de aplicações. Seguindo li, correr bastante bem jogos, mas inda não experimentei. ---------------------------------------------- Copyright (C) 2000 Hugo Pereira Este texto é documentação livre, pode ser distribuido, modificado ou traduzido livremente desde que o autor seja notificado. O autor pode alterar a totalidade ou parte do documento sem qualquer aviso prévio. O autor não se responsabiliza por qualquer dano que possa ocorrer pela utilização da informação existente neste documento. Sugestões e críticas para: hugocunhapereira@teleweb.pt Poderá encontrar a última versão deste documento no seguinte endereço: http://sevennet.webhop.org Etiquetas: bits, linux, softwarelivre, tutoriais
Leafnode-pt-HOWTO
Hugo Pereira, hugocunhapereira@teleweb.pt v 0.01, 21 de Junho de 2000 Este documento pretende ser um pequeno guia para aqueles que querem instalar o leafnode no computador de modo a terem um pequeno servidor nntp no computador doméstico. 1 - O que é o Leafnode? O leafnode é um programa (ou melhor, conjunto de programas) que permite puxar as mensagens do servidor de nntp do seu ISP, permitindo-lhe ler newsgroups offline usando o seu programa cliente favorito. 2 - Como obter o Leafnode? Pode efectuar o download a partir de http://www.leafnode.org. Na altura em que este documento estava a ser escrito a última versão era a 1.9.14. 3 - Como instalar o Leafnode? É possível que a sua distribuição já possua este programa, o que torna a instalação muito fácil como (se for um pacote *.rpm): # rpm -i leafnode.rpm Se a sua distribuição não possuir o pacote, pode descarregar o código fonte a partir do endereço referido acima e compilá-lo. Antes de instalar deve certificar-se que não possui nenhum outro servidor de nntp a correr no seu computador. Para tal, num consola ou terminal escreva: $ telnet localhost nntp Se receber uma mensagem de erro significa que não tem nenhum servidor a correr na sua máquina. Caso possua o INN, CNEWS ou qualquer outro, deve desinstalá-lo. Após isso deve editar o ficheiro /etc/inetd.conf e verificar se existe alguma linha começada por nntp. Caso exista de comentá-la. Para comentar basta colocar um # antes da linha. De seguida deve criar um utilizador chamado news (se já não possuir um). Para isso utilize a ferramenta de configuração da sua distribuição, ou então: # adduser news Após ter descarregado o ficheiro deve descompactá-lo. Imaginando que o ficheiro se chama leafnode.tar.gz, deve fazer: # tar xvfz leafnode.tar.gz Deve ter sido criado um directório com o nome "leafnode". Entre nesse directório. Para compilar o leafnode basta fazer: # ./configure # make # make install Para terminar a configuração do leafnode faltam agora apenas dois passos: 1.º Editar o ficheiro /etc/leafnode/config 2.º Editar o ficheiro /etc/inetd.conf (1.º) Entre na directoria /etc/leafnode. Deve existir aí um ficheiro chamado "config.example". Edite-o do seguinte modo: . Na linha onde está "server =" deve colocar o nome do seu servidor, por exemplo: server = scrappy.visi.com . Na linha onde está "expire =" coloque o número de dias que devem ser mantidas as mensagens no disco rígido antes de serem eliminadas. Guarde esse ficheiro com o nome "config" (2.º) Edite o ficheiro /etc/inetd.conf, acrescentando o seguinte (numa só linha): nntpstreamtcpnowaitnews/usr/sbin/tcpd /usr/local/sbin/leafnode Guarde as alterações. Basta agora matar o processo "inetd" e reiniciá-lo: # killall inetd # inetd E pronto, já tem o servidor configurado. Verifique se este responde com: $ telnet localhost nntp Se o servidor responder, significa que tudo correu bem. Efectua agora a ligação à internet. Quando esta estiver estabelecida faça: # /usr/local/sbin/fetchnews O leafnode vai agora receber a lista de newsgroups disponíveis no servidor que especificou no ficheiro /etc/leafnode/config. Quando este terminar de receber a lista entre no seu programa cliente favorito (como o tin, trn, slrn, entre muitos outros) e subscreva os grupos que lhe interessam (não se esqueça de entrar neles). Execute de novo o comando acima. Agora o leafnode vai receber os posts que se encontram nos grupos pretendidos. 4 - O Leafnode necessita de alguma manutenção? O leafnode foi escrito de modo a recuperar após os erros, pelo que em princípio não necessitará de nenhuma manutenção especial, além de correr de tempos em tempos, quando verificar que o programa está a ficar lento, ou o directório /var/spool/news demasiado cheio, acupando espaço em disco, o "texpire": # /usr/local/sbin/texpire 5 - Que cliente devo usar? Tudo depende do gosto. Vou apenas salientar um: se vem do windows, certamante conhece o Free Agent. Este programa ainda não dispõe de versão para Linux, mas utilizando o WINE, um emulador do windows, é possível colocá-lo a funcionar. Aconcelho que seja utilizada a versão 16 bit. -------------------------------- Copyright (C) 2000 Hugo Pereira Este texto é documentação livre, pode ser distribuido, modificado ou traduzido livremente desde que o autor seja notificado. O autor pode alterar a totalidade ou parte do documento sem qualquer aviso prévio. O autor não se responsabiliza por qualquer dano que possa ocorrer pela utilização da informação existente neste documento. Sugestões e críticas para: hugocunhapereira@teleweb.pt Poderá encontrar a última versão deste documento no seguinte endereço: http://sevennet.webhop.org Etiquetas: bits, linux, softwarelivre, tutoriais |